x Nathalia



21 anos. Apaixonada pela leitura e pela escrita.

"Minha motivação foi esta: tentar resolver, através de versos, problemas existenciais internos. São problemas de angústia, incompreensão e inadaptação ao mundo. Eu escrevo e assim me livro de mim e posso então descansar."

"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso." - Clarice L.

"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir." - Fernando Pessoa


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Quarta-feira , 19 de Dezembro de 2007


 


             “Despedir dá febre” (Guimarães Rosa)

 

 E o dia chegou! Por mais longe que eu achava que ele estivesse. A realidade estava sempre muito distante de mim e minha ficha demorava a cair. Tem momentos que eu ainda não acredito, não parece que isso está acontecendo. È tanto drama por algo tão simples aos olhos dos outros, porém para mim não é tão simples assim.

O que mais me doeu não foi a partida, foi a maneira como eu reagi. Não consegui chorar, não consegui falar o que gostaria, não consegui demonstrar todo amor que eu sinto. Eu sei que não precisava, pois ela me conhece o suficiente para perceber meus sentimentos, mas não era assim eu gostaria de ter reagido.

Aquela cena não me sai da cabeça, mas eu realmente não tinha o que fazer e fiz o que estava ao meu alcance. Confesso que achei que naquele momento eu não ia conseguir segurar as lágrimas, pois estava realmente sofrendo junto, mas elas não brotaram, e eu só sentia um aperto muito grande no meu coração e a única coisa que eu podia ter feito era abraçá-la e foi o que eu fiz.

Ainda estou triste, muito triste....Tomei remédio para dormir e acordei a noite inteira. Queria entender o que acontece com a nossa cabeça, por mais que a gente tente parar de pensar. Por que acordar várias vezes com aquela situação (ou pessoa) na cabeça? Dorme e acorda como se nem tivesse dormido. O que resolve tomar um remédio tão forte?

Eu não sei, estou tão perdida! Tão desorientada...tão triste!

 

 

 

Só na agonia de nos despedir somos capazes de compreender a profundidade de nosso amor (George Eliot)

 



Escrito por: Nathy às 23:55
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Domingo , 16 de Dezembro de 2007


 

 

Atrás do sorriso, uma lágrima...

 

Não é que eu não queira, apenas não consigo. Já tentei, gostaria que fosse diferente, mas não consegui derrubar uma lágrima. Um aperto toma conta do meu coração, me sufoca, me dá ânsia de vômito e não consigo colocar para fora da melhor forma, que seria deixar as lágrimas percorrerem meu rosto. Dessa vez gostaria muito de poder chorar sem controle, sem me preocupar com terceiros. E isso já não é o que me limita, eu apenas não consigo. Bloqueei totalmente. Não tenho reações, não consigo. A dor é grande, a tristeza é profunda e machuca demais. A emoção é imensa, sangro por dentro e isso me faz tão mal...

Eu preciso reagir, deixar a emoção fluir, sem bloqueios, sem medo...

O que será que me faz ser assim?  

 

 

 

"Se meus olhos mostrassem o fundo da minha alma; todos, ao me verem sorrir, chorariam comigo" - Kurt Cobain



Escrito por: Nathy às 18:50
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