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Sexta-feira , 27 de Julho de 2007

Lá se foram as férias...
O tempo é muito curto! Meus dias de férias foram insuficientes. Eu precisava de mais...
No trabalho, tive apenas uma semana, mas eu acho que o que mais me suga é a faculdade.
Não adianta! Eu não consigo gostar disso. Não pelo curso, pois sou apaixonada, mas a rotina que eu tenho que seguir me tira todo o entusiasmo.
Enquanto muitos ainda querem aproveitar os anos de faculdade, eu quero é logo me formar!
Eu sempre fui meio esquisita mesmo. Enquanto todos queriam sair do colegial, eu queria continuar e agora que todo mundo diz que a faculdade é a melhor fase da vida, eu não acho nem um pouco.
Isso não quer dizer que eu não goste do que faça. Muito pelo contrário: sou apaixonada e tenho certeza que fiz a opção correta, porém nem tudo é como a gente deseja e minha realidade é bem distante da minha utopia.
Não sei se minhas férias foram proveitosas, mas eu pude realmente descansar e me desligar de trabalhos, provas, estágio...
Pude ter amiga especial por perto, ir ao cinema, dormir a tarde inteira, assistir filmes, e ler bons livros tranquilamente. E o melhor de tudo: não tive insônia! Percebi que é realmente a agitação do dia-a-dia que me causa insônias.
É...as férias acabaram, e segunda-feira a rotina volta ao normal, as preocupações também e consequentemente o stress. Não deveria estar pensando assim, mas infelizmente a rotina que eu tenho vivido não tem sido muito agradável.
Segunda-feira , 23 de Julho de 2007
Tatá e Duarte – Parte II
[...] Duarte ligara para Tatá no começo da tarde. Convidou-a para ir à apresentação de Ballet de suas filhas e pediu pra que fosse a casa dela no final da tarde. É claro que Tatá aceitou o convite e fez como Duarte pedira.
Tatá se sentia tranqüila, não passou mal durante a tarde e até conseguiu comer um lanche, lembrando que os seus enjôos lhe impediam de colocar até uma bala na boca. Porém quando foi dando o horário de ir à casa de Duarte, os pensamentos de sempre começaram a tomar conta da cabeça de Tatá e ela começou a se sentir mal, e assim que estava de saída sentiu um enjôo que a fez correr para o banheiro e vomitar todo o seu lanche.
Tatá ficara muito mal, pois era a primeira vez que vomitava. Parecia estar ficando grave. Ela não contava a ninguém. Quem ia lhe entender se nem ela entendia tudo que estava acontecendo?
Tatá fora à casa de Duarte e também a apresentação de Ballet. Estava bem depois de ter vomitado todo o seu lanche, mas se sentia fraca e no final da noite com uma forte dor de cabeça, pois a única coisa que havia comido, ela tinha colocado pra fora. Cheia de sorrisos, escondia de Duarte o que tinha acontecido.
[..] O Natal se aproximava e Duarte chamou Tatá e sua mãe para passarem a ceia juntas. Tatá aceitou, conversou com sua mãe que também topou o convite. No dia 24 Tatá fora à casa de Duarte para ajudá-la nos preparativos da Ceia. Tatá passara muito mal, e sem comer nada vomitou duas vezes antes de ir à casa de Duarte.
Sua mãe preocupada em como ela estaria até a hora da ceia, comprou um calmante e fez Tatá toma-lo à tarde e a noite antes da ceia.
Duarte já sabendo dos sintomas de Tatá, não forçou a comer.
[...] Duarte parecia não se conformar com o que Tatá sentia. Compreendia, mas não entendia.
Uma semana depois do Natal, Duarte tentou conversar com Tatá pela internet. Ela parecia querer entender o porque de tudo isso, mas Tatá também queria compreender. Tentou explicar a Duarte o que sentia e o que pensava. Tatá sabia que aquilo ia muito além do que falara a Duarte, mas naquele dia era o que ela podia explicar.
Duarte se mostrava preocupada, e parecia estar disposta a fazer qualquer coisa para que aquilo mudasse totalmente. Ela conversou com Tatá abertamente, fez revelações que talvez pudessem ajudá-la a superar seus medos e inseguranças. Conversaram, confiaram uma na outra e se despediram.
[...] Tatá acordara muito mal, lembrara de toda a conversa que teve com Duarte na noite anterior. Vomitou!
Era 31 de Dezembro: reveillon! Ela não ia passar com Duarte e nem ao menos ia ver Duarte naquele dia. Mas se sentia muito mal. Tomou um remédio que costumava tomar para mal estar, mas após alguns minutos vomitara novamente. Ela se sentia muito mal e sabia que era a conversa que tinha tido com Duarte na noite passada, apesar daquilo ter lhe feito muito bem. Ela realmente não entendia seus sentimentos.
Foi a última vez que ela passara mal
[...]
Tatá e Duarte – Parte I
[...] Tatá a conhecera na escola. Duarte dava aulas de Literatura para os alunos de 1ª à 3ª série do Ensino Médio e Tatá foi uma de suas alunas.
A admiração que Tatá tinha por Duarte era intensa e isso fez com ela se aproximasse da professora, que aos poucos foi conquistando seu carinho, sua confiança e sua amizade.
Tatá era tímida, e sua aproximação foi através de recadinhos por e-mail, bilhetinhos, cartinhas. Com o tempo ela passou a se abrir profundamente com a professora, porém não pessoalmente. Quem a procurava era Duarte. Tatá nunca tomou iniciativas e Duarte parecia ter medo de ir além às conversas, deixando claro que ela compreendia a timidez da amiga. E isso fazia com que Tatá se sentisse melhor ainda.
Os segredos eram tantos que Tatá chegava a sentir vergonha de Duarte, depois de ter mandado algum e-mail ou alguma carta contando sobre algo que lhe acontecera.
Tatá sempre fora muito fechada, e a partir do momento que encontrou confiança em sua professora, ela passou a se abrir profundamente, passando a falar de seus sentimentos mais retraídos. Sentia que era compreendida e isso lhe fazia bem, apesar de lhe trazer vergonha ao se encontrar com Duarte. Talvez era essa vergonha que fazia com que Duarte não fosse tão a fundo nas conversas. Ás vezes nem tocava no assunto, mas Tatá se sentia constrangida ao dar de encontro com ela. [...]
[...]Tatá teve aula com Duarte os três anos seguidos, sendo que no terceiro as duas já eram grandes amigas, tendo em vista que Tatá não perdera a timidez.
Tatá concluiu o Ensino Médio, se formou, participou de uma festa linda. E é claro Duarte - sua professora e agora mais que amiga - marcava presença.
Tatá entregara uma carta para Duarte, onde ela agradecia tudo que Duarte tinha feito por ela como professora e amiga. Duarte abraçou-a, agradeceu todas as palavras de Tatá e disse a ela: “ – Foi aqui que começou mas não é aqui que vai terminar. Como você mesma disse na carta: é um laço, e ele está bem preso. Eu te amo viu?!”
Tatá nunca esquecera essa frase. Ela tinha muito medo daquilo estar tendo um fim.
Se não um fim, ela sabia que as coisas estavam tomando outro rumo.
[...] Realmente as coisas tomaram outra direção. Não que a amizade delas tenha se desfeito. Não acabou e nem ao menos se distanciaram. Pelo contrário: estavam cada vez mais próximas. Não fisicamente, mas na confiança de ambas, nas conversas, na amizade.
Tatá ainda não perdera a timidez e se isso não bastasse, ainda estava criando doenças psicossomáticas. Ela não conseguia identificar o porquê de tudo isso, mas sentia medo de decepcionar a amiga que ela tanto admirava.
E no meio de tantos medos e inseguranças ela se sentia mal quando estava junto de Duarte.
Enquanto aluna Tatá jamais tinha freqüentado a casa de Duarte. Saíram juntas algumas vezes, mas não tinham uma intimidade maior. Foi aí que Tatá começou a ficar confusa, pois o que ela mais queria era estar próxima de Duarte, mas isso fazia com que ela se sentisse “mal”. Ela tinha vergonha, não se sentia a vontade, talvez por medo de passar algo a Duarte que não lhe agradasse ou por ficar pensando o quanto Duarte já sabia de sua vida.
Era muito estranho tudo que Tatá sentia, era realmente muito confuso afinal Duarte era sua melhor amiga. E como dizer a Duarte que ela passava mal quando estava junto da amiga?
Domingo , 22 de Julho de 2007

Quero atitude
Acho que eu nunca vou conseguir para mim, aquilo que desejo.
Não adianta ficar esperando e fantasiando.
Já se passaram algum tempo e eu continuo esperando sempre mais.
Eu nunca vou ser alguém de iniciativas, sempre vou achar que estou sendo incômodo.
As pessoas (próximas) sempre fizeram por mim, sempre vieram atrás e acho que fico esperando que outras pessoas sejam assim.
Ás vezes penso que sou a culpada, que talvez tenha que tomar algumas iniciativas. Mas isso também já começou a partir de mim.
Porque me negas?
Porque na maioria das vezes não aceita meus convites?
E porque nunca se oferece?
Será que é tão difícil para você, ver que pode me fazer feliz com muito pouco?
Sei que também tenho meus defeitos, mas já passei por cima de tanta coisa...
É muito triste pensar que estou tão perto, mas ao mesmo tempo tão distante.
Não quero mais falar da minha vida pra você através de mensagens no celular. Tem dias que desejo não ter créditos, pois já me tornei dependente disso para me comunicar com você (na maioria das vezes sem retorno)
Isso não me ajuda
Não quero e-mail, não quero mensagens no celular e nem recados no orkut.
Não quero só palavras, quero atitude!
Talvez é isso que falte em mim....
Será que isso nunca vai mudar?