| Arquivos |
| Link-me |
Domingo , 04 de Março de 2007
“As lágrimas a toa é que evito, porque sei que nada é à toa, me custaria muito justificar a mim mesma o surgimento delas...”
Existem pessoas que choram por tudo: cenas de filmes, cenas de novela, e até cenas de propagandas. Há pessoas extremamente sensíveis e eu sou uma delas, porém não revelo isso.
Já chorei por muitas coisas bobas, mas se tem uma coisa que não faço, é chorar perto de alguém e se isso acontecer é porque já perdi o controle da situação.
Não sei de onde vem esse meu medo, seriedade (ou vergonha) em chorar na frente dos outros. Assim como Martha Medeiros: também acho que tem a ver com a minha inflexibilidade interna, não me permito ficar vulnerável.
Quantas coisas eu escondo? Quantos sentimentos eu oculto? Quantas dores eu dissimulo?
Lágrimas também são guardadas.
Sei que quanto mais guardo, mais eu sofro, mas também queria entender este pudor
Realmente
Há certos momentos que as lágrimas não se contêm. Já aconteceu de eu as liberar e elas não cessarem. Parecia até que tudo que estava congestionado dentro de mim estava sendo liberado naquele momento. Não havia limites: chorava por uma asfixia emocional, por todas as dores que não foram sentidas no seu devido tempo, e naquele momento elas vinham com força total.
Confesso: é bom chorar: alivia a alma, alivia a dor, alivia o sofrimento. Mas apesar disso, eu ainda preciso aprender a liberar minhas lágrimas.