| Arquivos |
| Link-me |
Quinta-feira , 05 de Outubro de 2006

Preciso conversar....
Sobre o que?
- Não sei
O que sente?
- Não sei
Mas porque precisa conversar?
- Algo me sufoca. Preciso falar.
Falar o que?
- Falar de mim, só não sei o que.
Já faz um certo tempo que venho me sentindo assim. Que venho tendo essas necessidades. Ta certo que falar sempre foi uma necessidade, mas de uns tempos pra cá tem sido maiores. Só a terapia não está me satisfazendo. Cinqüenta minutos (que seja uma hora) não tem sido o suficiente.
Ás vezes quero apenas falar, sem tentar solucionar problemas, quero apenas desabafar, vomitar os sentimentos em palavras (faladas). E na maioria das vezes algo que falo desencadeia outras coisas. Não que não sejam importantes, mas acaba fugindo daquilo que quero falar ou então não chega onde desejo chegar. Também nem sei o que quero. Não sei o que tenho pra falar. Mas algo me sufoca. Algo me confunde.
Não quero só falar, quero ter retorno também, porém é difícil encontrar alguém que queira puxar uma boa conversa e me escutar com paciência.
"Falar pode aliviar dores emocionais..." (Shakespeare)
Terça-feira , 03 de Outubro de 2006

“Tudo o que preciso é conviver bem com meu desalinho e inconstância”
Vivo numa montanha russa. Hoje mesmo minha psicóloga disse que não é bom esses meus altos e baixos, mas o que posso fazer se não tenho controle sobre isso?!
Ah, sei lá...
Não sei o que acontece comigo. Ás vezes me sinto perdida, ás vezes me sinto cansada...
Ando com preguiça de interpretar o mundo, entender as pessoas...gostaria de ter todas as respostas prontas, de ter um manual de atitudes sensatas e gostaria principalmente de pensar menos.
Li um livro ontem, que me identifiquei com algumas frases. Uma delas dizia que viver é uma caminhada e tanto e que não tem essa colher de chá selecionar onde descer. É preciso passar por tudo: pelo desânimo, pela desesperança, pelo fracasso e fraqueza.
Realmente, a gente passa por tudo. Acredito que tudo seja um aprendizado e crescimento, mas as vezes queria que o mundo parasse para que eu pudesse descer.
Nesse mesmo livro, Martha Medeiros diz: “sabemos quem somos e o que sentimos, mas não sabemos até quando”. Eu não sei se realmente sei o que sinto, mas tenho certeza de que nunca sei se aquilo vai durar por muito tempo. Portanto, como já citei no inicio: tudo que preciso é conviver bem com meu desalinho e inconstância.