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Terça-feira , 26 de Setembro de 2006

“Tem uma hora que bate uma tristeza tão grande, que eu não sei o que fazer e nem pra onde ir. É tanta coisa que eu queria dizer, mas não tem ninguém pra ouvir, então choro sem ninguém ver...”.
Sempre fui uma pessoa extremamente fechada. Nunca falei dos meus sentimentos, sempre escondi muito, sempre estive cheia de sorrisos no rosto por pior que fosse a situação que eu estivesse vivenciando. Nunca tive uma pessoa com quem pudesse dividir os meus segredos, falar de minhas dúvidas, medos, aflições. Mas com o tempo Deus colocou pessoas maravilhosas na minha vida, as quais eu pude me abrir, compartilhar segredos, e pessoas com quem eu pudesse contar de verdade, que me ouvisse, que me ajudasse. Assim mesmo, nunca fui de expressar o que estava sentindo, sempre fui firme e parecia nunca estar com problemas.
Depois que comecei a fazer terapia, as coisas mudaram: eu comecei a conversar mais com as pessoas, a falar dos meus anseios, enfim... cada dia eu cresço um pouco mais.
Porém, hoje, neste momento sinto que estou regredindo e voltando a guardar tudo pra mim, não querendo dividir mais nada com ninguém. Sinto que as pessoas não se preocupam, e não querem me ouvir e eu muito menos falar. No fundo, quero muito poder conversar com alguém, mas não tenho mais ninguém e acho que mesmo que tivesse as pessoas não podem fazer nada pra me ajudar (esse era o meu pensamento de antigamente e é por isso que em alguns momentos sinto que estou regredindo).
Estou cansada de todo mundo a minha volta e sinto que estou sozinha. Não tenho mais com quem conversar. Algumas pessoas se manifestam dizendo aquelas palavras: “estou aqui”, “precisamos conversar”, “conte comigo”, “se precisar de mim...”. Sei lá, até onde essas palavras são válidas. Eu não corro atrás de ninguém. Talvez esse seja um grande defeito, mas infelizmente, ainda não sou uma pessoa de iniciativas. As palavras sempre tiveram grande importância na minha vida, mas ultimamente as atitudes têm sido muito mais valiosas. Mas, cadê as atitudes? Cadê as pessoas? Cadê todo mundo? Cadê eu? Não quero cobrar nada de ninguém. Não sou perfeita. Tenho minhas falhas e acredito que sou a maior culpada por tudo que sinto. Mas não posso negar tudo que estou sentindo.
Não sei até onde vai esse blog (pra variar), se eu estiver mesmo regredindo, ela logo será excluído.
Espero que seja só uma fase e que tudo se resolva logo. Quero me sentir amada, e estar sempre rodeada daqueles que me amam. Faz tempo que não sinto aquela alegria, e aquele sentimento de felicidade...Porém, estou aqui, distribuindo sorrisos, para aqueles que (in)felizmente não conseguem enxergar dentro de mim.
“Não, você não sabe como é, quando nada está bem. Você não sabe como é, ser como eu!”
Sim, eu já me senti como se fosse ter um ataque de nervos.
Sim, eu já me senti fora do lugar e ninguém me entende!
Sim, eu já quis sair correndo.
Sim, eu me tranco no meu quarto, com o rádio ligado e o volume bem alto.
Sinto-me machucada, perdida, abandonada no escuro.
Sinto-me no auge de um ataque de nervos e ninguém está lá pra me salvar.
Sim, já quis se outra pessoa
Sim, estou cansada de ser deixada de lado.
Sim, estou cansada de todos ao meu redor.
Mas você ainda não sabe como é, quando nada está bem. Você não sabe como é ser como eu. (Inspirada na tradução de Welcome to my life).
Domingo , 24 de Setembro de 2006
Preciso encontrar um caminho, tomar o rumo e ser feliz...