x Nathalia



21 anos. Apaixonada pela leitura e pela escrita.

"Minha motivação foi esta: tentar resolver, através de versos, problemas existenciais internos. São problemas de angústia, incompreensão e inadaptação ao mundo. Eu escrevo e assim me livro de mim e posso então descansar."

"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso." - Clarice L.

"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir." - Fernando Pessoa


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Segunda-feira , 21 de Agosto de 2006


              
  “Quando a estrada fica interrompida, o desvio pode ser interessante” (Martha Medeiros)

Eu fico com os nervos a flor da pele mesmo. Não sei mais o que faço. Eu canso de falar. Dizem que eu preciso conversar, falar, expor o que quero e o que não quero, mas de que adianta eu falar e não me ouvirem? Eu me sinto uma palhaça. Eu me sinto invadida (o que na verdade estou sendo mesmo).
Como diz minha psicóloga: temos deveres e direitos. Tenho o dever de falar, e depois de falado, tenho o direito de agir. Acho que deixei isso bem claro hoje e é assim que vai começar a ser.
Sei que muitas vezes é difícil, mas eu quero mudar.
Sei que em certos momentos pareço uma louca, mas acho que chegou a hora de eu dar uma de louca mesmo, já que de outra forma não resolve.
Guardo muito e é claro que uma hora há de explodir (já explodiu) e dane-se a forma como isso aconteceu: caguei e andei!
A irritação é tanta que não consigo falar, choro sem motivo (aparente), mas também pouco me importa.

A música do Capital Inicial diz: “Parei de pensar e comecei a sentir...”
E eu digo...
Parei de pensar e comecei a agir...

 



Escrito por: Nathy Faustini às 23:15
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