x Nathalia



21 anos. Apaixonada pela leitura e pela escrita.

"Minha motivação foi esta: tentar resolver, através de versos, problemas existenciais internos. São problemas de angústia, incompreensão e inadaptação ao mundo. Eu escrevo e assim me livro de mim e posso então descansar."

"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso." - Clarice L.

"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir." - Fernando Pessoa


x Blogs que Leio...


Heloísa Perissé
Meu Infinito Particular
Minhas Piras
Diligência
Onomatopéia
Quimera da Jú
Menina Nina
No silêncio das palavras
Batom cor de Rosa
Quase nada secreto
Outro blog da Mary

Arquivos

Passado

Link-me

Layout e HTML por Pri Pinheiro
Todos os Direitos Reservados.
J u s t . P r i . z i p . n e t ______ Peça o Seu também... É
de Graça!!

Segunda-feira , 07 de Agosto de 2006


                     
 "Eu me conheço bem, mas sei que posso me surpreender a qualquer minuto" (Martha Medeiros)

No post anterior, eu havia falado que vivi minha infância com intensidade. Eu acredito nisso, pois foi uma época muito boa da minha vida.
Sei que ainda há muito que viver. Já me disseram que estou na melhor fase da vida e que não tenho aproveitado isso.
O que será que tenho que fazer pra aproveitá-la? Ás vezes as pessoas me convencem de que eu realmente não tenho aproveitado minha juventude. Talvez um dia eu possa me arrepender das coisas que não fiz. Não sei se isso seria bom. Mas sei o que é se arrepender das coisas que eu não gostaria de ter feito e fiz. Qual será pior?
Há alguns dias atrás, eu escrevi aqui, que gostaria de mudar, de fazer coisas que não faria, ter histórias pra contar.
Ás vezes acho que não ando vivendo com a mesma intensidade que vivi há 2 ou 3 anos atrás. Muita coisa mudou e eu não consigo lidar com isso. Parece que eu não aceito as coisas novas da vida. Dizem que o ser humano não sabe lidar com as perdas mesmo, mas é perdendo que se ganha.
Uma vez eu disse a psicóloga que o melhor ano da minha vida, foi 2004 (o terceiro ano, do Ensino Médio). Ela me perguntou o porquê disso. Eu disse que foi o ano que eu mais aproveitei que eu mais vivi, porque sabia que era o último e que depois dele tudo ia ser bem diferente.
Nesse dia, minha psicóloga conversou, analisou e disse que eu prendo os prazeres da vida, sofro por antecipação (isso eu sempre soube).
Ela tem razão: acho que devo viver mais o presente e me lamentar menos (quase nada), afinal, o que passou, passou mesmo!
Ultimamente, eu não tenho me lamentado. Esses dias acho é que estou mesmo nostálgica, e isso faz com que eu me lembre das coisas boas e fiquei melancólica.
Na verdade, eu tenho é tido vontade de mudar, fazer coisas novas, diferentes... Aproveitar a vida, como o povo diz que eu tenho que fazer.
Mas, eu sou mesmo muito inconstante e complicada: não sei o que realmente quero...
Ou sei... e só complico!
Acho que talvez bastaria compreender que sou humana e aceitar minhas vontades

PS: Que texto mais confuso! Vai assim mesmo...

PS.2:
 Eu não sou nenhuma escritora (apesar desse ainda ser meu grande sonho). Escrevo pra mim, escrevo porque me sinto bem, se alguém entende o que eu escrevo eu não sei....



Escrito por: Nathy Faustini às 00:19
_____________________________



Domingo , 06 de Agosto de 2006


                   
                                                 Nostalgia...

Tenho saudade de tantas coisas...
Considero-me uma pessoa nostálgica, saudosista, extremamente ligado ao passado. Não sei até onde isso é bom.
Acho que esse sentimento de saudade, já foi mais forte, já me fez sofrer, já me fez pensar que nada mais na vida tinha graça.
Não sei se era realmente a saudade que me fazia sofrer e ter esse tipo de pensamento, mas sim as mudanças da vida que eu nunca soube lidar.
Tem certos momentos da minha vida, que eu não vou esquecer jamais!
É engraçado, como algumas cenas estão tão nítidas na minha mente, como consigo lembrar com facilidade, fatos vividos há mais de 10 anos atrás, sendo que hoje eu não consigo lembrar algo que tenha feito ontem.
Disseram-me que minha sensibilidade é muito aguçada. Hoje eu acredito nisso.
Sempre fui muito sensível, só que não demonstrava isso. Na verdade acho que eu não me conhecia realmente, afinal, como eu já havia escrito: eu ainda estou me descobrindo.
Ás vezes o coração aperta, lembrar momentos que não podem ser vividos novamente. Mas pelo menos eu posso dizer que foram momentos inesquecíveis.
Há uma frase de Fernando Pessoa que diz: “O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem, por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”. Eu me identifico demais com essa frase, pois acredito que cada momento foi vivido com intensidade, com muito sentimento.
Carlos Drummond também já dizia: “Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundos, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata”.
É por isso que a única certeza que eu tenho é que eu realmente vivi com intensidade, pois estes momentos serão eternos na minha memória



Escrito por: Nathy Faustini às 03:40
_____________________________